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Ansiedade e Psicanálise: entender antes de silenciar

  • Foto do escritor:  Silvia Cristina
    Silvia Cristina
  • 8 de jul.
  • 3 min de leitura

Tem gente que chega até mim já se desculpando. "Desculpa, eu sei que não é nada demais, mas eu não consigo parar de pensar." Ou então: "Eu sei que estou exagerando, mas meu coração dispara do nada." Se você já se sentiu assim, quero te dizer uma coisa antes de qualquer explicação técnica: você não está exagerando.

A ansiedade é real, incomoda de verdade e, na maioria das vezes, está tentando te dizer alguma coisa. Só que a gente não aprendeu a escutar esse recado, então ela vira só ruído.


O que a ansiedade costuma esconder


Ao longo dos anos atendendo em Itu, percebi um padrão que se repete bastante: as pessoas chegam querendo "desligar" a ansiedade, como se fosse um interruptor. E eu entendo essa vontade, quem nunca quis simplesmente parar de sentir aquele aperto no peito. Mas na prática, a ansiedade raramente é o problema em si. Ela costuma ser a superfície de algo mais antigo, que muitas vezes nem sabemos nomear.

Na minha formação, com inspiração na psicanálise winnicottiana, aprendi a olhar para esse sintoma como uma forma de comunicação. O corpo e a mente encontram um jeito de dizer "algo aqui não está seguro", mesmo quando, na vida real, não existe perigo nenhum diante de você. Muitas vezes isso vem de experiências antigas, de momentos em que o ambiente ao redor não ofereceu a segurança que a gente precisava para simplesmente sentir, sem controlar tudo o tempo todo.


Por que só respirar fundo não é suficiente


Não tenho nada contra técnicas de respiração ou mindfulness, elas ajudam, sim, principalmente nos momentos de crise. Mas se a ansiedade já virou companhia constante, só aliviar o sintoma não resolve. É como aparar o mato sem tirar a raiz.

O que costumo propor, no processo analítico, é um convite mais lento e mais honesto. Perguntas como: desde quando isso está comigo? Em que situações fica mais forte? O que eu estou tentando não sentir quando fico assim? Não são perguntas com resposta pronta, e está tudo bem, o processo é justamente sobre ir descobrindo, aos poucos, sem pressa e sem julgamento.


Como funciona, na prática


As sessões duram cerca de uma hora e costumam acontecer semanalmente. Não existe fórmula mágica nem prazo fixo, cada pessoa tem seu próprio tempo de compreender sua história e se relacionar de um jeito diferente com o que sente. O que posso garantir é um espaço de escuta real, sem pressa para você "se resolver rápido" e sem julgamento sobre o que você traz.

Atendo presencialmente, no meu consultório em Itu, e também online, o que tem facilitado bastante para pacientes de Salto, Indaiatuba, Sorocaba, Cabreúva e Porto Feliz. A primeira consulta é gratuita, é o momento de você contar um pouco do que sente e sentir se faz sentido caminharmos juntas.


Sobre mim


Sou Silvia Cristina de Souza, psicanalista clínica, e antes disso fui assistente social. Essa primeira formação me ensinou muito sobre escuta, sobre acolher realidades diferentes sem julgar. Mas percebi, ao longo do tempo, que entender só o contexto social de alguém não bastava para explicar o sofrimento. Duas pessoas na mesma situação podiam sentir dores completamente diferentes, e isso me fez buscar a Psicanálise, em busca de compreender o que é único em cada história.


Há 6 anos atuo na clínica, atendendo adolescentes, adultos, casais e idosos, com uma escuta que tento manter sempre ética, acolhedora e livre de julgamentos.

Vamos conversar?


Se a ansiedade tem tomado espaço demais na sua vida, você não precisa lidar com isso sozinho.


📱 WhatsApp: (11) 91661-1950 📍 Consultório: Av. Prudente de Moraes, 210, Unicenter, sala 324, Itu/SP 📷 Instagram: @psi.silviacristina 🕒 Segunda a sexta, das 9h às 19h, e sábado das 9h às 12h, presencial ou online

Atendo pacientes de Itu, Salto, Indaiatuba, Sorocaba, Cabreúva e Porto Feliz.

 
 
 

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